← Todos os atendimentosESPECIALIDADE • GOIÂNIA/GO

Psicologia infantil em Goiânia

Sua criança está mais ansiosa, irritada, triste, isolada ou com comportamentos que estão dificultando a rotina? Entenda quando a Psicologia infantil pode ajudar a compreender o que está acontecendo.

ENTENDA O TEMA

O que a família precisa saber primeiro

Resposta direta

Psicologia infantil é a área da Psicologia voltada à compreensão e ao cuidado de aspectos emocionais, comportamentais, relacionais e de adaptação que podem interferir no desenvolvimento e na vida cotidiana da criança. Procurar atendimento psicológico não significa que exista necessariamente um transtorno. O objetivo inicial é entender o que a criança está vivendo, como isso aparece em diferentes contextos e se há sofrimento ou prejuízo que justifique orientação, acompanhamento ou psicoterapia.

Medos, birras, tristeza, irritação, insegurança e mudanças de comportamento podem fazer parte do desenvolvimento e não devem ser transformados automaticamente em diagnóstico. A atenção aumenta quando essas manifestações são muito intensas, persistentes, aparecem em vários contextos, provocam sofrimento ou começam a limitar sono, escola, brincadeiras, relações, autonomia ou rotina familiar. A avaliação psicológica infantil considera a idade, a história da criança, o ambiente, os vínculos, acontecimentos recentes e informações de cuidadores e, quando pertinente, da escola e de outros profissionais.

Sinais e dificuldades que merecem atenção
  • ansiedade, preocupação ou medo que parecem muito intensos e começam a limitar atividades adequadas à idade
  • evitação persistente de escola, separações, situações sociais, atividades ou lugares por medo ou sofrimento emocional
  • tristeza, irritabilidade ou perda de interesse que se mantêm e afetam a participação da criança
  • crises emocionais muito frequentes, intensas ou difíceis de recuperar, especialmente quando prejudicam a rotina
  • mudanças importantes e persistentes de comportamento, humor ou relacionamento sem uma explicação clara para a família
  • agressividade, oposição ou conflitos que se repetem e prejudicam significativamente a convivência, a escola ou outras atividades
  • isolamento, retraimento ou dificuldade crescente para participar de relações e brincadeiras que antes eram possíveis
  • sofrimento emocional após separações, luto, mudança de escola, adoecimento, conflitos familiares ou outras transições importantes
  • queixas físicas recorrentes associadas a situações de estresse ou ansiedade, depois de consideradas as necessidades de investigação médica
  • dificuldade persistente para reconhecer, expressar ou regular emoções de modo compatível com o desenvolvimento e o contexto
  • problemas emocionais ou comportamentais associados a TDAH, autismo, dificuldades de aprendizagem ou outras condições do desenvolvimento
  • queda importante de funcionamento na escola, em casa ou nas relações, especialmente quando ocorre junto de sofrimento emocional
  • falas sobre morte, desejo de desaparecer, autolesão ou comportamentos que colocam a própria segurança ou a de outras pessoas em risco
Quando procurar avaliação
  • quando a família percebe sofrimento emocional persistente e não consegue compreender o que está mantendo o problema
  • quando medos, preocupações, tristeza, irritabilidade ou crises começam a limitar atividades importantes da infância
  • quando o comportamento provoca prejuízo significativo na convivência familiar, na escola ou em outros ambientes
  • quando a criança evita repetidamente situações que antes faziam parte da rotina e essa evitação está crescendo
  • quando mudanças emocionais ou comportamentais se mantêm após um acontecimento difícil e a criança parece não conseguir retomar seu funcionamento habitual
  • quando escola e família observam dificuldades semelhantes em contextos diferentes ou há conflito importante entre as percepções dos ambientes
  • quando uma condição do neurodesenvolvimento vem acompanhada de sofrimento emocional, dificuldades relacionais ou problemas de comportamento que precisam de cuidado específico
  • quando os cuidadores precisam de orientação para responder a comportamentos difíceis sem recorrer a estratégias punitivas, inconsistentes ou que aumentam o conflito
  • quando existe regressão importante, perda de funcionamento ou mudança abrupta de comportamento que precisa ser compreendida
  • quando surgem falas sobre morte, autolesão, intenção de se machucar, violência ou risco imediato; nessas situações, a avaliação de segurança não deve ser adiada e pode exigir atendimento de urgência
Como a avaliação pode acontecer
  1. compreender a principal preocupação da família, quando começou, em quais situações aparece e qual impacto produz na vida da criança
  2. levantar história do desenvolvimento, saúde, relações, escola, rotina, acontecimentos familiares e outros fatores relevantes para a queixa
  3. conversar com responsáveis sobre expectativas, estratégias que já foram tentadas e situações que parecem melhorar ou piorar o problema
  4. realizar encontros com a criança utilizando linguagem, atividades, brincadeiras, conversas e recursos compatíveis com sua idade e desenvolvimento
  5. observar padrões emocionais, comportamentais, relacionais e de enfrentamento sem interpretar um comportamento isolado como diagnóstico
  6. considerar informações de diferentes contextos, como escola e outros cuidadores, quando isso for pertinente e realizado dentro dos critérios éticos e de consentimento
  7. utilizar entrevistas, observação, escalas, testes psicológicos ou outros instrumentos apenas quando forem tecnicamente indicados e adequados à pergunta clínica
  8. avaliar intensidade, duração, frequência, contexto e prejuízo funcional das dificuldades, distinguindo manifestações esperadas do desenvolvimento de padrões que exigem cuidado
  9. investigar fatores de risco e proteção, incluindo segurança emocional e física, e estabelecer plano específico quando houver risco de autolesão, suicídio ou violência
  10. considerar hipóteses alternativas e necessidades médicas, escolares, familiares ou do neurodesenvolvimento que possam estar contribuindo para o quadro
  11. articular encaminhamentos para Pediatria, Psiquiatria, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicopedagogia ou outras áreas quando a avaliação indicar necessidade compartilhada
  12. realizar devolutiva à família em linguagem compreensível, explicando a formulação do caso, prioridades, objetivos e próximos passos sem reduzir a criança a um rótulo
O que acontece depois da avaliação
  • definir objetivos terapêuticos a partir do sofrimento, do prejuízo funcional e das necessidades reais da criança e da família
  • escolher abordagem e estratégias psicológicas compatíveis com a idade, o problema apresentado, a evidência disponível e a formação do profissional
  • utilizar brincadeiras e atividades terapêuticas como meios de expressão, observação e intervenção quando forem adequadas ao desenvolvimento da criança
  • envolver pais ou responsáveis na medida necessária para compreender o contexto, alinhar estratégias e ampliar mudanças para fora da sessão
  • preservar o espaço de privacidade da criança e explicar à família, de forma compatível com a idade, os limites do sigilo e as situações em que informações precisam ser compartilhadas para proteção
  • para dificuldades de ansiedade, considerar intervenções baseadas em evidências que trabalhem pensamentos, emoções, comportamentos, exposição gradual e participação familiar quando indicado
  • para problemas persistentes de comportamento, considerar orientação e treinamento de cuidadores baseados em princípios de aprendizagem e manejo positivo quando fizerem sentido para o caso
  • quando existirem TDAH, autismo ou outras condições do desenvolvimento, direcionar a psicoterapia aos objetivos emocionais, comportamentais, relacionais e funcionais identificados, e não ao diagnóstico de forma genérica
  • articular com a escola quando houver objetivos relevantes naquele contexto e quando o compartilhamento de informações for necessário, proporcional e autorizado
  • trabalhar de forma multiprofissional quando comunicação, aprendizagem, regulação, participação, alimentação ou condições médicas também estiverem interferindo no funcionamento da criança
  • monitorar evolução por mudanças observáveis na vida cotidiana, e não apenas pela impressão de que a sessão foi boa ou ruim
  • revisar a formulação, os objetivos e a estratégia quando a criança não apresenta progresso esperado ou quando surgem novas informações
  • considerar avaliação médica ou psiquiátrica quando o nível de sofrimento, risco, prejuízo funcional ou possível necessidade de tratamento medicamentoso exigir cuidado compartilhado
  • planejar alta, espaçamento ou redirecionamento do acompanhamento quando os objetivos forem atingidos ou quando outra necessidade clínica se tornar prioritária
O que a família pode fazer em casa
  • observe quando a dificuldade aparece, o que costuma acontecer antes e depois e quanto tempo a criança leva para se reorganizar
  • acolha a emoção da criança sem necessariamente concordar com todo comportamento que aparece junto dela
  • mantenha limites claros, previsíveis e compatíveis com a idade, evitando alternar entre permissividade e punições muito intensas
  • evite humilhar, ameaçar, rotular ou comparar a criança como forma de corrigir comportamento
  • crie rotinas previsíveis para sono, escola, brincadeiras e transições sempre que isso for possível para a família
  • converse sobre emoções em momentos tranquilos, e não apenas durante crises
  • não pressione a criança para contar o conteúdo das sessões; dúvidas sobre o processo devem ser conversadas diretamente com o psicólogo dentro dos limites éticos do atendimento
  • compartilhe com o profissional mudanças relevantes em casa, na escola, na saúde ou na família que possam influenciar o comportamento e o estado emocional
  • não interrompa tratamento médico ou medicação prescrita com base apenas em melhora momentânea observada durante o acompanhamento psicológico
  • se houver fala de suicídio, autolesão, plano de se machucar, violência grave, perda de contato com a realidade ou risco imediato, não deixe a criança sozinha e procure serviço de urgência ou emergência
Revisão institucional: Clínica AlegrareÚltima revisão: 2 de setembro de 2026
TAMBÉM PODE SER ÚTIL

Conheça temas relacionados

Entender temas próximos ajuda a família a organizar melhor as dúvidas e conversar com a equipe sobre o próximo passo.

Avaliação

Avaliação neuropsicológica

Sua criança tem dificuldade de atenção, memória, aprendizagem, organização ou desempenho escolar e ainda não está claro por quê? Entenda quando a avaliação neuropsicológica pode ajudar.

Saiba mais →
Condição

TDAH

Sua criança parece se distrair com facilidade, esquecer tarefas, perder objetos, agir antes de pensar ou ter muita dificuldade para se organizar? Entenda quando esse padrão merece avaliação.

Saiba mais →
Condição

Autismo (TEA)

Sua criança se comunica, brinca, interage ou reage ao ambiente de uma maneira diferente do esperado? Entenda quais sinais merecem atenção e como organizar os próximos passos sem concluir um diagnóstico a partir de um comportamento isolado.

Saiba mais →
Condição

Dislexia

Sua criança está aprendendo a ler, mas parece fazer muito mais esforço do que os colegas? Entenda quando leitura lenta, dificuldade para decodificar ou erros persistentes de escrita merecem avaliação.

Saiba mais →
Especialidade

Psicopedagogia

Sua criança estuda, mas continua com dificuldade para ler, escrever, aprender matemática, organizar tarefas ou acompanhar a escola? Entenda quando a Psicopedagogia pode ajudar a compreender como ela aprende.

Saiba mais →
Especialidade

Terapia Ocupacional

Sua criança precisa de muita ajuda para se vestir, usar talheres, brincar, escrever, lidar com estímulos ou participar da rotina? Entenda quando a Terapia Ocupacional infantil pode ajudar.

Saiba mais →
Especialidade

Fonoaudiologia infantil

Sua criança fala pouco, é difícil de entender, apresenta dificuldade de linguagem, leitura, escrita, mastigação ou deglutição? A Fonoaudiologia infantil avalia o perfil funcional e ajuda a definir quando orientar, acompanhar ou iniciar fonoterapia.

Saiba mais →
PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas comuns das famílias

REFERÊNCIAS

Fontes e referências

Selecionamos referências clínicas amplamente utilizadas e, quando pertinente, estudos brasileiros que ajudam a contextualizar o desenvolvimento infantil na nossa população.

  1. Resolução CFP nº 13/2022 - diretrizes e deveres para o exercício da Psicoterapia • Conselho Federal de Psicologia • 2022
  2. Resolução CFP nº 31/2022 - diretrizes para Avaliação Psicológica e SATEPSI • Conselho Federal de Psicologia • 2022
  3. Guia orientativo para o dimensionamento ético e a qualidade do cuidado da Psicologia na Saúde • Conselho Federal de Psicologia • 2026
  4. Anxiety Disorders Resource Center - Clinical Practice Guideline for Children and Adolescents • American Academy of Child and Adolescent Psychiatry
  5. Antisocial behaviour and conduct disorders in children and young people: recognition and management • National Institute for Health and Care Excellence
  6. Depression in children and young people: identification and management • National Institute for Health and Care Excellence
  7. Parents Plus Systemic, Solution-Focused Parent Training Programs: An Updated Systematic Review and Meta-Analysis • Family Process / PubMed • 2025
  8. Moving Beyond Moderation to Identify Differential Treatment Effects of Cognitive Behavioural Therapy for Childhood Anxiety: A Systematic Review • Clinical Child and Family Psychology Review / PubMed • 2026
PRÓXIMO PASSO

O comportamento ou as emoções da sua criança estão preocupando a família?

Você não precisa saber se existe um diagnóstico antes de procurar ajuda. Conte o que tem mudado na rotina, no comportamento, nas emoções ou nas relações da criança para que a equipe possa orientar o próximo passo.

Agendar atendimento psicológico